A Dança das Doze Coroas Onde o gelo e o deserto moldam o canhão, O mais bruto da terra dita a lei da nação. Seja em Washington, Moscou ou Pequim a marchar, Ele inicia a guerra que ninguém quer findar. Pelas mesas de Londres e o brilho de Paris, O astuto se perde por um triz de nariz. Esquece o tratado, o acordo e o dever, Só pra o "ímã" do mundo de perto poder ver. Doze moças sorridentes, de bandeiras na mão, Em Roma ou Brasília, matam mil de paixão. Pois a meiguice de um povo, em seu solo e seu chão, É o que dobra o orgulho de qualquer capitão.